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O fotógrafo Hugo Silva capturou um espadim azul do atlântico (marlin azul) com 418 quilos, ao largo de Sesimbra, o que constitui um novo recorde europeu.

foto VÍTOR MENDES/LUSA
Capturado espadim com 418 quilos em Sesimbra
Espadim com 418 quilos

Esta foi a estreia de Hugo Silva na “cadeira de combate” da embarcação de pesca desportiva Jocanana. “Foi uma aventura. Nunca tinha ido à cadeira de combate, mas o skiper – Jerónimo Joana – disse-me que estava cansado e mandou-me ir, para me estrear”, contou à Agência Lusa.

“Queria estrear-me com um peixe pequeno, não com este monstro. Foram sete horas de combate”, acrescentou Hugo Silva, à chegada ao Clube Naval de Sesimbra, ainda antes de saber que estava perante um novo recorde europeu.

De acordo com o “skiper” (função equivalente à de mestre nas embarcações de pesca tradicional), Jerónimo Joana, a luta com o espadim azul começou quarta-feira à tarde, cerca das 15:00, e só terminou depois das 23:00.

“Pensávamos que era um peixe pequenino e mandei o Hugo Silva para a cadeira. Só 40 minutos depois, quando o peixe começou aos saltos, é que percebemos que se tratava de um peixe grande. Ele ainda quis sair da cadeira e dar-me o lugar, mas não deixei”, disse Jerónimo Joana.

“Foram três horas em luta, até que o peixe se afundou. Tivemos de o tirar dos 600 metros de profundidade cá para cima com carreto, com o barco a andar avante, a andar à ré. Demorámos quatro horas nisso”, acrescentou.

De acordo com os dados disponibilizados na página oficial da “European Federation Sea anglers”, o feito da tripulação do Jocanana ultrapassa largamente o anterior recorde europeu, conseguido em Lagos, com a captura de outro espadim azul, de 383,47 quilos, em Setembro de 2004.

O país está inundado de cartazes com um botão vermelho de on/off e uma morada de Internet: www.desligado.net.

Mas, afinal, o que é isto? Simplesmente, uma campanha publicitária muito boa e agressiva da Vobis, que contratou Fernando Alvim para estar sete dias sem acesso a qualquer produto tecnológico. O diário começou esta quarta-feira e pela primeira amostra está hilariante.

ídeo País
2008-08-31 09:32:15

O maior andor do mundo prepara-se para sair à rua.

É português e pode ser visto no dia 14 de Setembro na procissão de Nossa senhora da Pena, em Vila Real.

29.08.2008
Fonte: Público
A partir de amanhã, dia em que se comemora o Dia Europeu dos Morcegos, será possível acompanhar uma colónia de morcegos através da Internet.
morcego
Link:
- Site Morcegos na Web


Uma polonaise de Chopin enquanto se avia a receita
Concertos de piano à hora de almoço, na remodelada Farmácia Açoriana, pelos dedos de uma jugoslava

É uma das mais antigas farmácias de Lisboa, senão a mais antiga. Em 1867, já a farmácia Açoriana, sita no Largo Conde Barão, números 1 a 3, anunciava, no Almanaque Jardim do Povo – que apesar do nome popular, era um almanaque literário, dirigido pelo escritor romântico António Feliciano de Castilho -, ter em seu poder, “pós dentífricos, da receita particular que usava sua Magestade, a Srª D. Maria II”.

A pitoresca publicidade garantia que “uma pequena porção embranquece o esmalte por mais negros que os dentes estejam, não contendo em si ácido algum”, informando, ainda, do preço deste produto estrela: 60 reis cada 30 gramas.

São, pelo menos, 139 anos de história a cuidar da saúde da população de Santos, mas desde o início de setembro, após mais de dois meses de uma remodelação profunda, que triplicou a área das históricas instalações da farmácia, a Açoriana rejuvenesceu e oferece todas as segundas, quartas e sextas feiras, à hora de almoço (entre as 12h00 e as 13h30), concertos de piano totalmente gratuitos, pelas mãos da pianista jugoslava, Vera Prokic.

O rosto por detrás da transformação de uma farmácia que estava tão degradada como o largo onde se instalou há praticamente século e meio, é Carlos Quelhas, um jovem farmacêutico de 27 anos, natural da Guarda. O grande átrio de entrada da farmácia do Largo Conde Barão e a sua montra – uma área onde, antes das obras, funcionava toda a farmácia – são inteiramente dedicados à cultura. “Aqui, apesar das pressões e ofertas, não entra a indústria farmacêutica, apenas cultura”, afirma, adiantando que a parede encarnada sangue que enquadra o piano de cauda branco que comprou para aviar receitas ao som de Chopin terá patentes várias exposições de pintura e fotografia.

“Um cidadão, se quiser ouvir tocar piano o que é que faz?”, pergunta, avançando logo a resposta: “Tem que planear a vida e ter dinheiro para ir à Gulbenkian…” Mas, o farmacêutico lançou um novo conceito: “Quis conjugar a saúde com a cultura”. E avança: “O investimento grande é entrar no mercado farmacêutico, comprar uma farmácia. Não é comprar um piano, ou pagar à Vera Prokic para cá vir tocar três vezes por semana”.

“Quero ser uma farmácia de referência. Não só na área da saúde, mas, também, na área da cultura”. Carlos Quelhas acredita que a democratização da cultura eleva a qualidade de vida dos lisboetas e que a promoção desta também cabe às empresas. Vera Prokic, uma excêntrica pianista de cabelos encarnados fogo, como as paredes da farmácia, é professora do Conservatório de Lisboa, e conhecida nas zonas de São Bento, Santa Catarina e Bairro Alto, por se passear com o seu papagaio verde, Mateo. Está deliciada com a iniciativa: “Já me cumprimentam e disseram-me que é muito terapêutica a minha música”. A adesão da população, diz Carlos Quelhas tem sido excelente, apesar de tímida. Existem, na Açoriana, dois sofás em frente ao piano, e uma mesa de lounge, onde o farmacêutico convida todos os que quiserem descansar do stress do trabalho à hora de almoço e ouvir um repertório clássico e moderno interpretado por Vera Prokic.

“Já houve um cliente que me pediu para tocar piano e eu aceitei, claro. E há quem fique extasiado a olhar para o piano de cauda, quem nunca tenha visto na vida um tão perto de si”. Carlos Quelhas, que tem o quinto grau do Conservatório de Piano, ainda não soltou as mãos pelo teclado. Diz que “está enferrujado”, porque abandonou o nobre instrumento pelos estudos académicos. Confessa que também já se sentou no banco do piano, com as portas da Açoriana fechadas, e ficou a olhar para as teclas brancas e pretas com vontade de voltar a tocar. Quem sabe, se, daqui a pouco tempo, não será o primeiro farmacêutico pianista.

PÚBLICO, 26 Set.06. Diana Ralha

balão
É a única prova da modalidade que atravessa um país
Até onde os ventos quiserem. Este parece ser o lema dos pilotos que, a partir de sábado, vão fazer a X Travessia de Portugal em Balão de Ar Quente. Uma competição bafejada pela diferença, ou não fosse a única no mundo que cruza o espaço aéreo de um país.

A iniciativa do Clube Português de Balonismo tem a seu favor dois factores: os ventos predominantes do norte e a configuração do território nacional semelhante a um rectângulo.

Poisando em redor de monumentos e locais considerados “Maravilhas de Portugal”, na prova participam 21 equipas com balonistas de Portugal, Holanda, Bélgica, Suíça, Estados Unidos, França, Luxemburgo, Alemanha e Áustria. Não se pense que o objectivo visa içar do esquecimento o dito “ó patego, olha o balão!”. Nada disso. Ainda que vistosas, coloridas, as aeronaves têm de respeitar um percurso com profundo simbolismo histórico. Logo, a promoção da cultura, paisagem humana e física e da gastronomia de Portugal.

Os balões partirão da minhota Ponte de Lima, a vila mais antiga, com as suas feiras, o seu brasonado casario, o arroz de sarrabulho e o espectáculo de pirotecnia na ponte romana. E em direcção à tripeira urbe do Porto, Património da Humanidade. O vinho do Porto, a largada de balões são-joaninos na marginal do Douro assinalarão a primeira etapa.

No domingo, os pilotos rumarão a Coimbra, Quinta das Lágrimas, evocação do enlevo entre Pedro e Inês. A sobrevoar, o Mosteiro da Batalha e mais tarde o de Alcobaça, com a maior igreja do País, palco de um espectáculo musical.

Já em Santarém, urbe referenciada pela preciosidade do seu gótico, não faltarão passeios de charrete e exibição de campinos. Reguengos de Monsaraz brinda a travessia com um chamado “safari vinícola”, culminando a realização no coração do Alentejo, cidade de Beja, em ambiente festivo, com mais um jantar oficial, este de encerramento e entrega de prémios.

Os concorrentes, estipula o programa, partem de um ponto predeterminado e aterram num local livre, limpo, sem árvores e cabos de alta tensão. Ou seja, ficarão com os pés em terra onde a meteorologia e os ventos ordenarem. Vence quem conseguir tirar o melhor partido da atmosfera e mais se aproximar da meta.

A velocidade, esclarece o presidente do Clube Português de Balonismo, Paulo Pereira, arquitecto, oscila, no nosso País, entre os 20 a 40 quilómetros/hora, o mesmo será dizer, a rapidez do vento. Mas, em outras latitudes e com outro tipo de balões, há quem atinja os 300 a 400 quilómetros/hora.

Ser balonista, viver as sensações fortes de voar, “é um prazer indescritível, é uma atmosfera única”, contou Paulo Pereira, também ele piloto e muito radiante por… “andar nas nuvens”.

Carteiro

Eduardo Jorge guardou pedra com 575 gramas num frigorífico

Uma pedra de gelo azul caiu do céu e atravessou o caminho de Eduardo Jorge, o carteiro de Arruda dos Vinhos que andava de moto a distribuir a correspondência pelas habitações da cidade: “Se tivesse caído em cima da minha cabeça tinha morrido de certeza.” O objecto caiu com tanta violância, conta, que abriu uma “pequena cratera” no solo.

O carteiro, que ainda não encontrou explicações para o fenómeno ocorrido ao final da manhã de terça-feira diz ter apanhado um dos “maiores sustos” da sua vida uma vez que não viu a pedra mas só ouviu um estrondo de um “pedregulho” a bater na estrada e muito perto dele quando se encontrava no uma zona praticamente deserta. “Não sei o que será isto”, conta o carteiro, que entretanto guardou a pedra de gelo e de tom azul esverdeado num frigorífico. Eduardo Jorge tentou encontrar a explicação entre os amigos: “Um conhecido disse-me que poderá ter caído de um avião.”

“Ainda parei uns metros à frente a pensar que era alguém a atirar pedras mas não vi ninguém”, contou à lusa. O carteiro decidiu então aproximar-se do objecto. “Vi que tinha provocado uma cratera e reparei que havia bocados de gelo azul espalhados pelo chão. Ainda toquei naquilo com um pau mas depois fui embora porque ainda tinha de distribuir o correio na aldeia da Tesoureira”, conta. Mas, passadas cinco horas, e depois de ter contado o sucedido aos colegas do posto dos correios de Arruda dos Vinhos, decidiu ir buscar o objecto. Os amigos riram-se da sua história e o carteiro quis provar que o sucedido não tinha sido fruto da sua imaginação. De regresso ao local de trabalho, decidiu colocar a pedra numa balança: “Pesava 575 gramas”.

O carteiro pode pelo menos ter a certeza de que a pedra não é um objecto voador não identificado (OVNI). Luís Aparício, da Associação de Pesquisa Ovni, diz a queda da pedra de gelo azul pode ser um um fenómeno atmosférico: “Chamo a isso um fenómeno anómalo sem explicação aparente mas tudo indica que deve ter origem atmosférica.”

A pedra também não deverá ter caído de umavião, segundo um responsável da TAP: “Não parece muito crível que tenha sido gelo de um avião até porque nesse local os aviões estão a voar a uma altura muito baixa e já não transportam gelo. LUSA

«A vitória é nossa», como diria o outro. E Vagos ficou, uma vez mais, na história ao inscrever o seu nome no «Guinness World Records». Burocracias à parte, foram precisos oito meses de intensos contactos, para que a candidatura fosse aceite e o certificado chegasse à Câmara de Vagos, que com a Ferneto e Comissão de Festas da Vila promoveu o evento da «Festa do Padeiro e do Pão».
Para trás fica a querela com uma confeitaria do município de Viseu, onde acorreram as televisões. O maior pão com chouriço do Mundo foi, afinal, feito em Vagos: tinha 1.211,6 metros de comprimento, levou cerca de 60 horas a confeccionar, e foi amassado por mais de uma centena de profissionais, na sua quase totalidade naturais do concelho de Vagos.
Uma tenda gigante, onde foi montado um forno eléctrico, tipo anelar, com 10 metros de comprimento, ficou instalada na estrada, que liga a Zona Industrial à rotunda do parque de merendas da Vagueira. O resto já se sabe o que aconteceu: durante três dias o local ficou «sitiado». No domingo, 10 de Julho, ponto alto dão certame, por ali passaram milhares de pessoas para «provar» a encomenda.
Primeiramente ao «palmo», e mais tarde ao metro, o saboroso pão acabou por ser vendido à peça, numa operação coordenada pelos Bombeiros de Vagos e Cruz Vermelha (delegação de Aveiro), que no final repartiram entre si o produto final da venda.

Vitória dos padeiros de Vagos
Agora que o evento foi «premiado» e vai finalmente ser inscrito no livro dos recordes, o presidente da Câmara de Vagos, um dos principais entusiastas da «Festa», reconhece que esta é, acima de tudo, uma vitória dos padeiros e do pão de Vagos, e de todas as pessoas que estiveram envolvidas neste projecto. «É grato assinalar o evento com esta dimensão, e o reconhecimento que todos os profissionais merecem», disse, em declarações ao PONTO.
Para Rui Cruz, o que estava em causa não era sequer inscrever o «pão gigante» no Guinness.
Mas aconteceu. E o edil vaguense era, ao princípio da tarde de ontem, um autarca felicíssimo, quando disse que este feito constitui um «marco histórico e orgulho» para o município de Vagos. Que fica deste modo registado «para a posteridade», por um motivo tão singular. «O certo é que o livro vai ser distribuído a nível mundial, e isso também publicita o concelho e a região», condescendeu Rui Cruz.
Sobre o alegado «caso», que em Julho passado afastou de Vagos alguns órgãos da Comunicação Social (televisão incluída), que «boicotaram» o evento gastronómico, Rui Cruz aproveitou para mandar recado, dizendo nomeadamente que «é hora de reconhecerem que apostaram no cavalo errado».
«Por mais Comunicação Social e poder que eventualmente tenha uma autarquia, ninguém poderá ultrapassar quem, como Vagos, mexe e manda na panificação», frisou o presidente da Câmara de Vagos, destacando a «capacidade e força» dos padeiros e das empresas ligadas ao sector, que Vagos possui.

O sonho de viver a experiência de ser craque do Barcelona por um dia ou marcar um gol no estádio do Camp Nou, onde jogam Ronaldinho, Messi ou Eto, já pode ser realizado por torcedores comuns. Por 40 mil euros, o clube catalão aluga o campo para um jogo.
A oferta foi anunciada nesta semana pelo departamento de marketing do Barcelona e só vale para o próximo mês de junho.

O clube criou um pacote básico para 35 pessoas, que inclui uniforme oficial personalizado com os nomes dos ‘jogadores-inquilinos’, árbitro, serviço de alto-falantes do estádio para anunciar escalações e substituições, uma foto de recordação e um diploma com a frase “Eu joguei no Camp Nou”.

Por cotas extras, é possível contratar também outros serviços. O ônibus oficial que transporta os jogadores, por exemplo, sai por 800 euros. Há, ainda, um DVD com a transmissão da partida com narradores, comentaristas e replay dos melhores lances, feita pelos profissionais do canal de TV do Barcelona.

Se a partida for jogada à noite, o preço aumenta em 2.800 euros e o clube oferece um coquetel em uma das tribunas vip do estádio.

O pacote básico foi pensado para grupos de 35 pessoas, incluindo dois times, reservas e comissões técnicas – o que dá o equivalente a 1.140 euros (cerca de R$ 2.900) para cada pessoa.

Torcida Os acompanhantes que forem assistir o jogo no estádio terão que pagar 60 euros cada e terão o direito de visitar as instalações do clube e apreciar um aperitivo após o fim da partida com o jogadores.

Além do campo, o Barcelona também aluga ao menos outras 20 áreas do estádio para eventos como almoços e reuniões empresariais, gravação de anúncios, seminários, atividades esportivas, congressos e apresentações. Segundo a assessoria de imprensa do clube, também será possível, em junho, alugar desde o campo de treinamento dos jogadores de futebol até as salas da área da Presidência. Reformas O Barcelona reformará seu estádio em 2009. O novo Camp Nou custará 250 milhões de euros e será um dos campos mais modernos do mundo.

A capacidade de espectadores passará dos 98 mil atuais para 104 mil, com a maior parte da arquibancada coberta.

O projeto é do arquiteto britânico Norman Foster, autor do novo Wembley de Londres, e está inspirado nos desenhos do artista catalão Gaudí. Segundo o clube, a previsão é reinaugurar o Camp Nou (que fez 50 anos em 2007) entre o final de 2011 e o início de 2012.

A vila de Torre Dona Chama quer entrar para o Guiness Book of Records com a maior sela do mundo, que também vai ser a atracção principal do cortejo carnavalesco local, dedicado exclusivamente às artes tradicionais.

Esta localidade do concelho de Mirandela, no distrito de Bragança, era conhecida pelos seus artesãos que abasteciam toda a região e as feiras com a diversidade de produtos hortícolas do microclima entre a Terra Quente e a Terra Fria transmontanas. Os tempos são outros, mas entre os cerca de 1800 habitantes da Torre ainda há artesãos que perpetuam as tradições locais e alguns vivem mesmo desta arte.

Uma “colossal” albarda está praticamente pronta para os responsáveis pelo livro dos recordes confirmarem a candidatura. “Se for preciso faz-se outra ainda maior”, assegurou à Lusa Manuel Nogueira, um dos artesãos desta réplica. Aqui chamam-lhe albarda, mas “a gente do Guiness não conhecia” o regionalismo e oficialmente está inscrita como sela.

“Sela/Albardada”esclarecem Manuel e o outro artesão do projecto, Carlos Almeida, que juntaram ambos os conceitos. Afinal qual é a diferença? “A sela é a dos ricos, era o luxo antigo, porque tinha estribeira, os loros, e a albarda não tinha nada disso, era mais para carga”, explicaram.

Manuel ainda tem outra teoria para a diferença: “a albarda tem o “ai Jesus” das mulheres, um rabicho na traseira onde”, diz maldosamente, “as mulheres se agarravam quando iam para cair, ao mesmo tempo que diziam “ai Jesus”. Boa disposição e orgulho é o que não falta a estes homens que aceitaram a sugestão da presidente da junta, Paula Lopes: “Temos de fazer a maior albarda do mundo”. Esta tem três metros de comprimento e outros tantos de altura. Segundo as contas dos dois artesãos, foram necessários 30 metros de estopa (pano), 72 “pés” (medida) de pele de vaca, 25 quilos de cabedal para as correias e cinco meadas de lã para os enfeites. Foi enchida com 32 molhos de palha e “deve pesar 130, 140 quilos.” Uma albarda normal pesa entre sete e dez quilos. Para que todos tenham a noção das proporções, a acompanhar o modelo gigante irá um animal com a respectiva albarda em tamanho normal.

“Procura-se manequim para este modelo”, é o slogan que alguns sugerem para o carro alegórico que transportará a sela/albarda no cortejo carnavalesco, no dia 5. | HELENA FIDALGO, Jornalista Lusa

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