Feeds:
Posts
Comments
Contentor ao fundo

Contentor ao fundo

Mais de uma dezena de miúdos brincam no recreio da escola primária construída como muitas ao estilo do plano centenário, de Salazar. Do lado esquerdo do portão, um contentor ocupa uma parte do pátio de terra. De fora só se notam as três janelas gradeadas, outra parelha delas do outro lado e um pequeno aparelho de ar condicionado em cima. O pré-fabricado parece vazio. Vêem-nos e abrem-nos o portão. Entramos. Mas rapidamente a passagem é barrada. A coordenadora da EB1 da Lagoa Negra, em Barqueiros, Barcelos, manda-nos sair e recusa-se a conversar.

As crianças querem falar do contentor, do calor… mas a ordem é para se retirarem. “Todos para dentro”, grita a coordenadora. Rapidamente a situação inverte-se: o contentor – colocado na escola há mais de dois anos, quando o estabelecimento estava em requalificação – enche-se, o recreio esvazia-se. Uns minutos depois chegam dois adultos. Apercebemo-nos de que são os dois professores da turma especial: a dos ciganos. Os pais de alguns dos 17 alunos e o secretário da Junta de Freguesia de Barqueiros, António Cardoso, chamam-lhe “discriminação”. E explicam porquê. Olívia Santos Silva tem três dos seus seis filhos a estudar no contentor: um de 14 anos, uma de 16 e outra de 18 anos. “O meu filho passou para o 5.º ano e deveria ter mudado de escola, as minhas filhas andavam as duas no 6.º ano em Vila Seca [na EB2,3 Abel Varzim, sede do agrupamento de escolas], reprovaram e voltaram para a Lagoa Negra”, explica o pai, Joaquim Monteiro, que garante que nunca ninguém lhe pediu opinião sobre as mudanças. “Agora misturaram crianças de nove anos e jovens de 18″, lamenta. Cruzando dados, de António Cardoso e Joaquim Monteiro, da turma fazem parte alunos do 1.º até ao 6.º ano do ensino básico.

Mas estes são os mais velhos, os do contentor, porque ao lado funciona uma escola primária normal com alunos a partir dos 6 anos. E até há um cigano integrado nestas turmas, reconhece Joaquim Monteiro. “As minhas filhas sentem-se mal, têm vergonha de estar na escola ao lado de crianças tão pequeninas”, reclama Olívia Santos Silva. “Havia uma rapariga na turma da minha filha que já reprovou três vezes e continua em Vila Seca. Porque é que não a mandaram de volta para a primária da Lagoa Negra?”, pergunta. E responde logo: “Isto é racismo.”

Os vizinhos da escola comprovam que os ciganos vivem na freguesia há mais de uma década e não tem havido problemas. Mesmo assim preferem não dar o nome. “A minha filha tinha bons amigos entre os ciganos”, garante um dos vizinhos, cuja filha ainda anda na EB1 da Lagoa Negra. Não percebe porque é que os mais velhos não estão em Vila Seca e defende: “As crianças grandes têm direito de ir para o ciclo.” “Os que reprovaram nas mesmas circunstâncias que estes ficaram em Vila Seca”, insiste outra vizinha. O vizinho relata que por ali os ânimos têm andado exaltados. “Ainda noutro dia a mãe de uma aluna cigana insultou e bateu num aluno que tinha batido na filha”, conta.

Ele e a mulher já viram o professor a sair a chorar e a polícia da Escola Segura a ter que intervir para que as aulas pudessem continuar. António Cardoso foi convidado para assistir a uma aula e confirma a barafunda: “Toda a gente fala e ninguém se entende.” “A nossa preocupação é que o problema extravase os limites da escola e chegue à sociedade civil”, sublinha o secretário da junta.

O Agrupamento de Escolas Abel Varzim não comenta o caso e remete explicações para o comunicado da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN). Aí diz-se que o projecto da EB1 da Lagoa Negra resultou do esforço da escola junto da matriarca da comunidade e da sensibilidade de esta integrar os alunos na escola e proporcionar o acesso ao 4.º e 6.º anos de escolaridade. Diz que a criação de uma turma-projecto constituiu-se como uma “medida provisória” e que a todo o tempo as alunos poderão transitar para turmas regulares. Afirma-se ainda que o objectivo de constituir um curso/turma era responder às especificidades deste grupo de jovens, como o risco de abandono e a dificuldade de frequência, adequando os currículos e horários de funcionamento e aproximando os alunos dos acampamentos onde moram. Quanto ao contentor, a DREN diz que a turma funciona num “monobloco igual a centenas de outros utilizados nas nossas escolas”, garantindo que este possuiu todas as condições como sistema de aquecimento e ar condicionado

O presidente da União Romani, José Fernandes, não ficou convencido com as justificações da DREN: “Isto é uma discriminação sem palavras.” E concluiu: “Não é juntando os ciganos que eles serão integrados na sociedade.” E lembra que o mesmo já ocorreu noutras localidades.

Um dos casos mais polémicos envolvendo a discriminação à etnia cigana aconteceu em Março de 1996, quando elementos da população de Oleiros, em Vila Verde, formaram “milícias populares”, armadas com paus, e barravam a passagem a qualquer veículo e identificavam qualquer automobilista que circulasse no acampamento junto a Oleiros. Um caso que ficou conhecido pela fuga da comunidade cigana e fez destacar o governador civil de Braga, o constitucionalista Pedro Bacelar de Vasconcelos, pela defesa dos direitos humanos neste processo.

Um site nos Estados Unidos que vende lotes no Paraíso.

http://www.reserveaspotinheaven.com/

Maria de Jesus, uma idosa portuguesa nascida em 1893, é, desde esta quarta-feira, a mulher mais velha do mundo, depois do falecimento da norte-americana Edna Parker, que tinha ainda conseguido completar 115 anos.

A mulher mais velha do mundo vive agora na localidade de Corujo, no concelho de Tomar, e tem 5 filhos, 16 netos, 16 bisnetos e dois trinetos. Segundo a organização norte-americana Gerontology Research Group há apenas 73 indivíduos com idades superiores a 110 anos, das quais 65 eram mulheres.

A mulher mais velha do mundo até quarta-feira, a senhora Edna Parker, tinha também nascido durante o longínquo ano de 1893, na cidade de Shelbyville no estado norte-americano do Indiana.

A actual mulher mais velha do mundo, Maria de Jesus, já confessou que o seu doce preferido é arroz-doce e gelados, e escolheu sempre o peixe e os legumes, em vez de carne. E conseguiu manter sempre o seu perfeito estado de saúde sem nunca ter bebido café, sem nunca ter fumado e sem nunca ter tocado em álcool.

Maria de Jesus tem um estado de saúde invejável e foi apenas operada uma vez em 111 anos, às cataratas. No entanto é cega desde criança de um olho. Segundo Madalena de Jesus, a filha com quem vive, a sua Mãe gosta de ser ela a fazer tudo, gosta muito de tirar fotografias, gosta muito de tomar banho e não gosta que a agarrem.

O fotógrafo francês Michel Tcherevkoff estava aprovando fotos para uma empresa de cosméticos quando, ao ver a imagem de uma folha de cabeça para baixo achou-a parecida com um sapato. Foi aí que ele teve a idéia de criar 75 modelos de bolsas e sapatos baseados em flores, folhas e plantas exóticas e de diferentes espécies. O resultado pode ser visto no livro Bouquets de Souliers que tem prefácio de Ferrucio Ferragamo e Diane von Furstenberg. Garantia de sucesso…

book_cover4

bookmt1

Galo Pica no Chão

Galo Pica no Chão

Depois de ter oferecido presuntos e cordeiros, António Laje, dono de uma loja de tintas em Guimarães, lançou uma campanha em que oferece aos seus clientes frangos caseiros, mais conhecidos por «galos pica chão».

O comerciante optou por recorrer ao galinheiro para aumentar o negócio e garantiu à TSF, que a estratégia está a dar resultado.

«É muito mais fácil haver abertura por parte do cliente ao aparecemos com uma campanha, [mas num primeiro contacto] as pessoas pensam que estamos a brincar», revela o proprietário.

Esta campanha permitiu a António Laje aumentar o número de clientes. «Temos 70 clientes novos a comprar, o que é muito, muito bom. É uma aposta ganha e de futuro», avança o comerciante.

António Laje define a ideia como uma estratégia de marketing marcada pela inovação, que tem por objectivo mediatizar a empresa no concelho e ajudar a combater a crise dos dias de hoje.

  • Exposição Felina Mundial 2008 no Pavilhão Atlântico

A Exposição Mundial Felina realizou-se este fim-de-semana na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico em Lisboa. Seiscentos e trinta e nove gatos foram vistos por onze juízes da Federação Internacional Felina (FIFe), na mais importante exposição anual a nível planetário. Portugal parte para Saint Gallen, na Suíça, com um título de campeão mundial a defender em 2009, conquistado na categoria de pêlo longo.

No sábado, decorreram os julgamentos individuais de cada gato. Como de costume, as raças presentes foram divididas em quatro grupos: I (pêlo longo – persas e exóticos), II (pêlo semi-longo – maine coon, bosques da noruega, siberiano, angorá turco, ragdoll e sagrado da Birmânia), III (pêlo curto – abissínio, somali, bengal, burmilla, britânico, burmês, chartreux, cornish rex, devon rex, korat, kurilean bobtail longhair, ocicat, azul russo, snowshoe e sphynx) e IV (siameses e orientais). Depois, subdivididos em raça, grupo de cor e campeonato em que competem (campeão, campeão internacional, grande campeão internacional e campeão europeu no caso dos felinos não-castrados).

Escolhidos os melhores, realizou-se no domingo o Best in Show, destinado a escolher o vencedor anual, o World Winner 2008, título que será ostentado por cada gato ao longo da sua carreira. Itália, Dinamarca, Suécia foram os grandes dominadores da exposição, mas Portugal pode orgulhar-se de um primeiro lugar, de uma gata persa preta fumada nascida e criada por cá: Smoke Gets in your Eyes DAquarelle, de José Manuel Dias. O título será defendido na Suíça, em Outubro de 2009. Um dos favoritos, o bengal «Famous», tricampeão mundial que pertence a João Carlos Jerónimo, desta vez não passou da fase eliminatória e terá sido uma das grandes desilusões do lado português.

Centenas de pessoas visitaram nos dois dias a Sala Tejo e puderam observar raças muito pouco vistas nas expos portuguesas, e alguns dos mais belos exemplares de cada uma. Os bosques da noruega e os maine coon foram dos gatos que mais interesse despertaram aos visitantes, sobretudo pela sua imponência. Aliás, foram eles os grandes dominadores da categoria de pêlo semi-longo, tendo uma bosque sueca ganho o prémio de melhor fêmea e um maine coon do mesmo país o de melhor macho. Suécia, Dinamarca e Itália foram os grandes vencedores do certame pelo número de prémios que levaram para casa.

Foi uma exposição bastante interessante, apesar de um outro incidente, do espaço ser reduzido para a expectativa gerada e da insistência na música folclórica no início, que muito perturbou os felinos presentes. A Cães e Companhia também se associou ao evento e lançou um número especial no qual abordou a maior parte das raças presentes e que contou com a colaboração de bastantes criadores portugueses.

Vencedores:

Categoria 1 – 3-6 meses, S*Ixidixis Happy Kiss; 6-10 meses – Diciotto Carati Orithil; Fêmea Neutra – Maradan-E-A-Lelli Kelly; Macho Neutro – EC & GIP Persefelis Camelot, JW; Fêmea – Smoke Gets In Your Eyes DAquarelle*PT; Macho – IC Borgoala Gabriel

Categoria II – 3-6 meses – Felix Coon Odisseia; 6-10 meses – Felix Coon Ora Pro Nobis; Fêmea Neutra – DK Zacs Goodie; Macho Neutro – SW05,EP,EC S*Aristo Limaz Terrie Viking, JW, DSM; Fêmea – EC S*Just Catnaps Alma Snowflake; Macho – GIC, SW07 Sebasco’s Ice Viking

Categoria III – 3-6 meses – Alba Regia Honey Monster; 6-10 meses – Grisailles Diamond of Silver Court; Fêmea Neutra – EP, IC, SW08 (N) Partners Betty Boop, DSM; Macho Neutro – EC FIN*Piupaws Toykiller; Fêmea – EC, SW08 Holtas Apache Princess; Macho – CH DK Faby-Cats Adonis, JW

Categoria 4 – 3-6 meses – Shagio-Chen Lovely Louis; 6-10 meses – WW08 Okonor Mimititi; Fêmea Neutra – PR, IC FIN*Bajangin Fanastasia; Macho Neutro – WW08 GIP S*Sandvretens Loch Lomond, JW; Fêmea – JW, CH The Dark Nutella; Macho – IC S*Nova Star Twix

Domésticos – Macho Pelo Comprido – WW 04/05/08 Romeo, DSM; Macho Pelo Curto – Jeremias

Em Riga um restaurante inspirou-se no ambiente hospitalar e serve refeições em cima de marquesas de hospital. Já os empregados vestem a farda de enfermeiros para servir à mesa. 
Paula Cosme Pinto
15:00 | Domingo, 19 de Out de 2008

Aumentar Texto Diminuir Texto Enviar por email Link para esta página Imprimir

Jantar romântico numa mesa de operações Os empregados de mesa vestem a farda de enfermeiros
Os empregados de mesa vestem a farda de enfermeiros

Já se imaginou a jantar em cima de uma mesa de operação? Na Letónia já é possível, num restaurante criado por três médicos: os empregados de mesa servem vestidos de enfermeiros e a decoração remete para o ambiente hospitalar.

O restaurante chama-se simplesmente “Hospital” e foi aberto em Riga. Os clientes podem comer em mesas para exames médicos ou até mesmo numa cama ginecológica. Embora sirva pratos tipicamente europeus, o cardápio não foi deixado ao acaso e os pratos têm nomes referentes a doenças, como por exemplo “Debilitas Universalis Gravis”.

De acordo com a BBC, o restaurante tem ainda um serviço especial: se o cliente quiser pode pedir para ser alimentado preso numa camisa-de-forças.

Uma maqueta com 108 metros esteve patente no Entroncamento durante o XVI Encuentro Ibérico/XI Encontro Ibérico de Módulos “Maquetren”, que se realizou este fim de semana no pavilhão Municipal, numa organização da Câmara Municipal do Entroncamento, da APAC – Associação Portuguesa dos Amigos do Caminho de ferro e do Clube de Módulos Maquetren.
O anterior record (96 metros) em exposições Maquetren, já tinha sido batido no Entroncamento há dois anos. Recorde-se que estes Encontros Ibéricos apenas se realizaram por três vezes em Portugal, uma vez em Lisboa e duas no Entroncamento, sendo quase certo que voltará á cidade ferroviária em 2010, uma vez que o número de visitas do Encontro de 2006 (10.000) foi atingido a meio do segundo dia.

O parafusofone

É uma invenção de um português.

Older Posts »

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.